Dermatoscopia

dermatoscopia cancer de pele

O Câncer de Pele se desenvolve de maneira silenciosa. Aprenda a reconhecer as características e como a Dermatoscopia Digital Auxilia na Prevenção.

 

Segundo o Ministério da Saúde, para o Brasil, a estimativa para cada ano do triênio 2020­/2022 aponta que ocorrerão 625 mil casos novos de câncer (450 mil, excluindo os casos de câncer de pele não-melanoma). O câncer de pele não-melanoma será o mais incidente (177 mil).

O que é câncer de pele?

O câncer de pele é o crescimento sem controle de células anormais na epiderme, a camada mais externa da pele, causada por danos no DNA não reparados que desencadeiam mutações. Essas mutações levam as células da pele a se multiplicarem rapidamente e formarem tumores malignos. Os principais tipos de câncer de pele são carcinoma basocelular (CBC), carcinoma espinocelular (CEC), melanoma e carcinoma de células de Merkel (MCC).

O que causa o câncer de pele?

 

Os raios ultravioleta (UV) são claramente uma das principais causas do dos distúrbios de pele. A radiação ultravioleta pode danificar o DNA das células da pele. Às vezes, esse dano afeta determinados genes que controlam como e quando as células crescem e se dividem. Se esses genes não funcionam adequadamente, as células afetadas podem formar um câncer.

A maior parte dos raios UV são provenientes da luz solar, mas alguns podem vir de fontes artificiais, como câmaras de bronzeamento. Ainda não está claro quando a exposição aos raios UV causa danos ao DNA que podem, eventualmente, levar ao câncer. Alguns desses danos podem acontecer anos antes do início do câncer.

Os pesquisadores descobriram que o DNA de certos genes é frequentemente danificado podendo formar células que irão se desenvolver no câncer de pele.. A maioria dessas alterações no DNA não são herdadas, mas, provavelmente são o resultado dos danos causados pela luz solar. As células de algumas pessoas parecem não reparar o DNA danificado, tão bem como em outras. Logo, essas pessoas podem ser mais propensas a desenvolver a doença.

Alguns acometem partes do corpo que raramente são expostas ao sol. Nestes casos,  parecem ter diferentes alterações genéticas do que aqueles que se desenvolvem em locais mais expostos.

As mutações genéticas hereditárias que aumentam o risco de melanoma são muitas vezes passadas de uma geração para outra. Na maioria das vezes, é hereditário tem alterações nos genes supressores de tumor, como CDKN2A (também conhecida como p16) e CDK4, que os impedem de controlar o crescimento celular.

Muitas outras mutações foram encontradas em células cancerosas. Algumas delas podem ser bons alvos para medicamentos para tratar ou mesmo prevenir a doença. Por exemplo, cerca da metade dos casos tem uma alteração no oncogene BRAF que orienta seu crescimento. Essa alteração não é hereditária. Parece ocorrer durante o desenvolvimento do melanoma. Vários medicamentos que têm como alvo as células com esta mutação estão em desenvolvimento para tratar estas células doentes.

Fonte: American Cancer Society (10/04/2020)

A boa notícia é que, se o câncer de pele for detectado precocemente, seu dermatologista poderá tratá­-lo com pouca ou nenhuma cicatriz e com grandes chances cura. Muitas vezes, o médico pode até detectar o crescimento em um estágio pré-­canceroso, antes que ele se torne um câncer de pele total ou penetre abaixo da superfície da pele.

Com maior incidência entre pessoas de pele clara e muito clara, o acompanhamento preventivo feito pelo dermatologista é indispensável para um diagnóstico precoce.

Qual é o método para detectar câncer de pele?

 

Para detecção de câncer de pele o dermatologista faz um diagnóstico clínico, onde procura por pintas e sinais que tenha uma aparência “suspeita”. A regra ABCDE serve como referência para indicar estas pintas suspeitas.

 

Regra ABCDE em para Exame Precoce:

A ­ Assimetria

Pintas normais ou sardas são tipicamente simétricas. Se você desenhasse uma linha no centro, teria duas metades simétricas. Nos casos de câncer de pele, as manchas não terão a mesma aparência nos dois lados. (A forma sozinha não sugere uma malignidade, pois algumas marcas de nascença terão uma forma irregular, mas é certamente um dos recursos que os médicos procuram ao identificar câncer de pele.)

B ­ Bordas

Pintas e sardas normalmente costumam ter uma borda regular. Bordas irregulares podem ser um sinal de crescimento canceroso ou pré­-canceroso. É preciso fazer o diagnóstico antecipado.

Certamente um dos recursos que os médicos procuram ao identificar câncer de pele.)

B ­ Bordas

Pintas e sardas normalmente costumam ter uma borda regular. Bordas irregulares podem ser um sinal de crescimento canceroso ou pré­canceroso.

C ­ Coloração

Pintas com mais de uma cor devem ser consideradas suspeitas, assim como alterações na coloração, que podem incluir o escurecimento de um ponto (às vezes de roxo escuro a preto) ou um clareamento em certas partes.

D ­ Diâmetro

As pintas benignas costumam ter menos que 6mm. Pintas e manchas com diâmetro maior que são um alerta.

E ­ Evolução

Qualquer mudança no tamanho, forma ou elevação de uma pinta, ou algum novo sintoma, como sangramento, coceira ou crosta, são indícios de malignidade.

A regra ABCDE deve servir como parâmetro em autoexame de acompanhamento das próprias pintas. No consultório, além do exame clínico seguindo a regra ABCDE, o dermatologista dispõe de aparelho para fazer um exame detalhado e cauteloso.

 

Exame Dermatoscopia Digital e Mapeamento Corporal Total

A dermatoscopia digital marcou um antes e um depois no diagnóstico precoce do câncer de pele, aumentando sua sensibilidade e reduzindo o uso de biópsias e desnecessárias lesões. É um método de ponta para aprimorar a precisão do diagnóstico na avaliação de nevos (pintas e manchas na pele). Com o uso do dermatoscópio o dermatologista consegue visualizar estruturas no interior das pintas, e camadas da pele não vistas a olho nu.

Com o dermatoscópio digital o seu médico conseguirá mapear todos os nevos do corpo e arquivar essas imagens para acompanhamento evolutivo das pintas, sardas e manchas, permitindo um acompanhamento personalizado para cada paciente.

Caso algum nevo apresente sinais de malignidade ou risco de transformação em câncer, é necessário fazer biópsia.

Porque fazer exame com o Dermatoscópio Digital?

É um procedimento indolor que permite fazer diagnóstico precoce do câncer de pele. Toda a superfície da pele é documentada, usando fotografias digitais de alta resolução, tornando­se assim uma ferramenta indispensável no monitoramento de pacientes considerados de risco, pois o histórico dos nevos ficam armazenados para comparação.

Quem deve fazer Mapeamento Corporal Total?

É indicado a todos os pacientes que possuam um risco elevado de desenvolverem melanomas ou câncer de pele: • Pessoas com histórico pessoal ou familiar de câncer de pele ;
• Pessoas com um número alto de sardas;
• Pessoas que já tiveram doenças de pele;

• Pessoas que tiveram grandes exposições ao sol ao longo da vida tem maior chance de desenvolver câncer de pele • Pessoas com muitos nevos (pintas ou manchas) de pele;
• Nevos congênitos (de nascença, principalmente os grandes);
• Pessoas com a pele muito branca, olhos claros e ruivos

Sempre que uma lesão na pele ou alteração nos nevos forem percebidos é importante procurar um dermatologista o mais rápido possível. O melhor tratamento para o câncer de pele é a prevenção e o diagnóstico precoce.

 

Diagnóstico por Imagem

 

Quando Fazer?

 

  • Portadores de múltiplos sinais ou pintas e/ou nevos congênitos ( pintas/sinais de “nascença).
  • Pacientes portadores de sinais/pintas e história pessoal e/ou familiar de câncer (principalmente da pele, mas também de órgãos internos).
  • Portadores de lesões de pele suspeitas que se modificaram nos últimos meses ou anos; também a presença de feridas que não cicatrizam.
  • Pessoas de cabelos louros, ruivos ou castanhos com pele e/ou olhos claros. Pessoas com outros tons de pele, cabelos e olhos que apresentam sinais/pintas tem menor propensão, mas também devem ser avaliados.
  • Histórico de queimaduras solares ou exposição crônica ao sol desde a infância ou episódios de queimadura solar, química, por fogo ou radioterapia.
  • Profissionais ou atletas que exercem suas atividades diárias ao ar livre.
  • Alterações menos comuns da pele como Xeroderma Pigmentoso, Síndrome do Carcinoma Basocelular Nevóide, entre outras.

 

Eliane Moreno Dermatologista

Dermatoscopia Digital

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