Dezembro Laranja é a campanha de prevenção ao Câncer de Pele.

As mulheres têm o hábito de cuidar da pele e da saúde de modo preventivo, isto é uma característica muito feminina.
Convido vocês mulheres a um olhar mais específico sobre a pele.

Alguns tipos de câncer da pele se iniciam com manchas perigosas, porém discretas, entre as manchas inestéticas e benignas comuns, principalmente na face, colo e braços, áreas expostas diariamente às luzes natural e artificial. Elas são facilmente identificadas por um Dermatologista experiente e tem tratamento eficaz.

Dezembro Laranja é a campanha da Sociedade Brasileira de Dermatologia para a prevenção deste tipo câncer, que é o mais comum dentre todos os tipos no Brasil e nos Estados Unidos.
Os Carcinomas (Basocelular e Espinocelular) são muito frequentes, porém relativamente pouco agressivos. O Melanoma é o mais temido, por sua agressividade e por apresentar baixos índices de resposta ao tratamento (não há Quimioterapia satisfatória para a cura e quase não responde à Radioterapia)
Os primeiros normalmente se apresentam como áreas rosadas e/ou descamativas com aspereza, pequenas feridas que não cicatrizam, áreas que sangram apenas com o atrito de se enxugar; uma parte deles pode ser pigmentada (nuances de bege, cinza, marrom).
O Melanoma normalmente se apresenta como sinais marrons escuros e até negros. Podem ser inicialmente uma “pinta” ou mancha escura já maligna ou, em muitos e muitos casos, são alterações em sinais benignos pre-existentes, inclusive nas “marcas de nascença”.

Como identificar em uma “pinta” as pistas que nos levam a um diagnóstico de Câncer de Pele tipo Melanoma?

Em sinais de nascença (5% deles malignizam!) qualquer ponto de elevação tipo verruga, área enegrecida ou desbotada podem ser sinais de degeneração.
Em “pintas” o que se deve observar a olho nu está contido na famosa regra do ABCDE (aqui simplificada):

A – Assimetria: se o formato do sinal é simétrico (redondo ou oval) ou Assimétrico (formas variadas irregulares)
B – Bordas: se as bordas são lisas ou irregulares (por exemplo, com aspecto serrilhado)
C – Cores: observar a variedade de cores (é possível encontrar: branco, róseo, vermelho, azul, cinza, todas as tonalidades de marrom, além de roxo e negro). Quanto maior a variedade e heterogeneidade de cores dentro de um sinal, maior o grau de suspeição
D – Diâmetro: pintas de 5mm ou maiores devem ser levadas em consideração
E – Evolução: em caso de um sinal ter um histórico de mudança de formato e de cores ao longo de um período, independentemente do tamanho e dos outros fatores é uma característica muito importante

Estes são parâmetros para serem observados pelas pessoas portadoras de sinais/pintas e por seus familiares. Qualquer pinta que se encaixe em um ou mais destes parâmetros deve ser analisada por um Dermatologista, que deve ser consultado para triagens periódicas; o tempo entre as avaliações varia de caso a caso.

Nós Dermatologistas estamos à disposição para um diagnóstico preciso. A chance de cura está na prevenção, quando ainda estão em fase de desenvolvimento e, assim, tudo pode acabar bem.